quinta-feira, 15 de julho de 2010

Inside - N64 - Parte 2

Posted by | julho 15, 2010


Olá, conforme prometido na última edição, eu estou de volta hoje para falar sobre os métodos de armazenamento e gerenciamento de memória do N64, então sem mais delongas dessa vez, vamos à coluna.

2 - A Memória superior e o Armazenamento ultrapassado.

Bem, em primeiro lugar, devemos diferenciar os dois conceitos abordados nessa edição, memória RAM (Random Acess Memory) é o grande motivo dessa coluna ter demorado um pouco a sair, eu estive buscando uma forma didática e fácil de se explicar o conceito de RAM. Bem, imagine que você tem uma estante vazia, onde cabem cerca de cinquenta livros, e decide colocar três livros nessa estante, você tem bastante espaço para isso, e pode colocá-los em qualquer lugar, e independente do lugar onde eles estejam, qualquer um poderá vê-los e os livros serão sempre os mesmo; porém, se você encher a estante de livros, o resultado será o mesmo, mas você vai ter um pouco mais de dificuldade em encontrar um livro específico, mas ainda assim, apesar do tempo que demoraria para encontrá-los, cedo ou tarde você vai ter que achar o livro que deixou na estante.
Basicamente, a RAM é essa estante onde o software pode guardar os livros (arquivos gerados pelo programa em execução), para poder utiliza-los.

Comparando a RAM do N64 com a dos concorrentes, nós nos deparamos com mais uma diferença absurda em potência; o PS1 possuía 2MB de RAM, que não era tão utilizado, já que o tempo de acesso do CD é bem rápido e não fazia necessário o uso de muita memória, que só era empregada em rodar os jogos e os outros poucos programas disponíveis para o console; o Saturn, possuía apenas 1MB de DRAM e 1MB de SDRAM para os dois processadores principais (ele tinha vários, pois o Hardware dele chega a ser ridículo de tão mal utilizado e complexo), e vários outros núcleos menores de RAM de alguns míseros KB, e toda essa RAM era utilizada de forma absurda, separada em partes para sincronizar os processadores e até para rodar a bios do console, basicamente a estante do Saturn é cheia de divisões minúsculas onde não cabem nem sequer dois gibis, apenas por estar ligado, o saturn já está com a maior parte da sua RAM comprometido com processos de rotina do console, que não tem nada haver com o jogo que está sendo executado, o Saturn até tinha cartuchos de expansão de RAM, mas só serviam pra reduzir o tempo dos infinitos loadings do console.

O N64 possuía 4MB de RAM, utilizado da melhor forma; o fato do Videogame usar Cartuchos permite que o console reconheça o chip do cartucho como se fosse parte do seu hardware, alocando o conteúdo do chip na RAM e executando o jogo; diferente dos concorrentes que tinham que ler o conteúdo de um disco, carregá-lo na RAM e só então executá-lo. Não sendo o suficiente, o cartucho de expansão do N64 substituía o Jumper Pak (Que não passa de uma pequena placa de circuito, sem nenhum componente eletrônico, apenas com duas trilhas marcadas, para fechar o circuito do console) possuía mais 4MB de RAM, usado em apenas em alguns jogos, chegando a ser usado em Quake 2 para ampliar a profundidade de cor, No Starcraft 64 ele desbloqueava fases da expansão Brood War, e em outros jogos era usado para aumentar a resolução de tela para 640x480, sendo usado de forma obrigatória em pouquíssimos jogos, já que o próprio console estava à frente da época nesse quesito.//

Porém, nem tudo são flores, embora o sistema de cartuchos fosse o sistema mais rápido e durável para a época; ele também era o mais caro, e pelo lançamento tardio do N64, pelo alto preço dos cartuchos e acima de tudo pelo fator desleal da pirataria no PS1, o N64 teve uma morte precoce devido à decisão de usar cartuchos, que acarretou a perda de franquias como a Série Final Fantasy, e permitiu que a sony assumisse a liderança na quinta geração de consoles, talvez se a Nintendo tivesse optado pelo uso dos cds, os loadings não seriam um grande problema devido à grande quantidade de RAM do console e o lançamento de outros tamanhos de Expansion Pak, a Nintendo poderia ter mantido a exclusividade sobre séries como Final Fantasy, Metal Gear e Castlevania, que foram grandes sucessos do concorrente, e poderia ter matado o PS1 logo após o lançamento do N64, e o Hardware poderia ser utilizado de forma muito mais eficiente, e talvez retirasse totalmente a Sony do mercado de consoles, como ocorreu com a Sega.//

Bem, por hoje é só, gostaria de propor, que nos comentários, vocês especulassem o que ocorreria se a Big N tivesse dominado o mercado com um N64CD.//

Até a próxima edição onde irei falar sobre o RCP e as dificuldades de programar para o N64.//


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Comentários ( 7 )

  1. Marcos escreveu:
    15 de julho de 2010 21:07
     

    O principal fator que fez o PS1 se sair tão bem em cima do N64 foi a pirataria. Eu tinha um PS1 e um monte de CDs e gastava bem pouco pra comprar um jogo. Com o N64 os jogos são caros, e os piratas são uma porcaria porque não salvam e como não tem aterramento acabam queimando a placa do vídeo-game. Mas se fosse de CD, mas a mídia normal, seria bem mais fácil de copiar os jogos e ele teria sido bem popular. Outro fator é a diferença entre os jogos de CD e os de cartuchos, são bem notáveis: nos cartuchos os jogos tem sons péssimos geralmente. Nos de CD apesar do PS1 ter apenas 32 bits, a metade do N64, conseguiu se sobressair porque contava com aproximadamente 20 vezes mais espaço para armazenamento dos jogos no CD. Assim, apesar da diferença espantosa no processamento, os jogos tinham gráficos iguais ou até melhores que os do 64, e os sons então, nem dá pra comparar. Quando comecei a jogar os jogos de PS1 até me espantei com as introduções dos jogos, como a do Gran Turismo 2, simplesmente perfeita, e com uma ótima música. Pra se ter uma idéia da diferença entre o CD e o cartucho é bom fazer a comparação do jogo "007 The World is not enough" do de N64 e o de PS1. O de PS1 tem várias cenas do filme, o que deixa o jogo bem mais interessante.

    Bom, na minha opinião o N64 se fosse de CD teria sido bem melhor que o PS1. Depois que o PS1 ficou popular, a Nintendo perdeu a liderança no mercado de games. O cubo não conseguiu ser tão popular igual ao PS2 por causa da dificuldade de piratear os jogos. O mesmo acontece hoje com o PS3 e o XBOX 360, o XBOX está ganhando mercado pela facilidade de rodar jogos piratas. A pirataria é um fator que todos tentam evitar, mas é o que faz o console ser popular.

  2. Rubens escreveu:
    15 de julho de 2010 23:00
     

    É dificil imaginar o nosso amado N64 de outra forma, o q faz ele ser apaixonante é ele ser do jeito q ele é. Apertar o A ou o start e n esperar nem 3 segundos pra começar a jogar é ótimo. Mas da mesma forma, será q o mundo dos games, o domínio absoluto do mercado, os concorrentes... será q tudo isso seria igual ao q é hj?
    será q existiria ps2, ps3?
    Eu realmente acho q, por mais q a Nintendo não soubesse nada sobre cds naquela época, (poderia continuar o projeto com a Sony, ou arrumar outro parceiro, sonhemos assim) independentemente d quem estivesse ao seu lado, com certeza a "N64CD" dominaria o mercado dakela época, O gamecube ( c é q ia ser gamecube) teria seu desenvolvimento com menos pressa. alguns jogos como Dinoussaur planet, Resident Evil Zero e Eternal Darkness poderiam ter sido lançados para ele.
    Mas se pensarmos bem, muita coisa poderia ter sido diferente. Com esse disk drive no N64, e esperar um poco a mais para jogar, (com absoluta certeza seria pouco tempo pois a nintndo sempre se preocupou com loadings, o gamecube e o Wii são exempolos, ambos não tem tela de carregamento) nossa vida poderia ser muito diferente, coisas n teriam acontecido. Eu poderia não ter conhecido minha namoradae não existiriam as tardes em q ela me Surra no Mario Kart 64 e Mario Party.
    O importante é q eu amaria o n64 de qualker forma, ele me chamou a atenção por ser a cartucho, mesmo tendo jogado muito qdo era criança, n lembrava do que ele é capaz. n sabia o q era um jogo de quinta geração q não carregasse ou não tivesse ekeles gráficos quadrados e tremidos do ps1.
    O importante e q ele assim, é nós o amamos do jeito q ele é.

    Parabéns pelo blog... qualker coisa gostaria de colaborar e participar.
    Abraço.

  3. Alan Borges escreveu:
    16 de julho de 2010 09:07
     

    A Nintendo "tentou" consertar esse erro com o lançamento do 64DD, mas para o contexto daquela época, lançar o 64DD seria uma decisão equivocada. Afinal não sairia nada em conta comprar um dispositivo adicional para o N64 só para rodar disquetes com maior espaço, sendo que o PS1 oferecia muito mais espaço sem necessitar de um dispositivo adicional.

    Parabéns ae Gabriel, sua coluna trouxe um feedback positivo para o blog.

    E Rubens, me add aí no MSN para falarmos sobre a colaboração e talz:

    alanborges598@hotmail.com

  4. Some Shift-Man escreveu:
    16 de julho de 2010 17:56
     

    Mano como sempre um belo texto, não tenho muito o que comentar, pois só iria me prolongar pra acrescentar, mas tudo foi muito bem abordado, espero as continuações...

  5. Paulo Forster escreveu:
    17 de julho de 2010 10:21
     

    Realmente, gostaria muito que a Nintendo 64 tivesse emplacado pra cima da Sony. Não sei, parece que não é só questão de preferência, mas de paixão. Tenho N64 e tenho PS2, e parece que os jogos de N64 transmite muito mais uma harmonia, uma vibração que os jogos de PS2 que embora haja títulos bons, não transmite uma essência que é dificil até de explicar, apenas sentindo pra saber.

    Grande texto, e como já sabe, estarei acompanhando.

  6. Gabriel Ventura escreveu:
    17 de julho de 2010 10:57
     

    Blogger Some Shift-Man, eu tive que me controlar muito para não escrever um livro nessa postagem, to até com medo do pessoal não ler por ser muita coisa XDD

  7. Anônimo escreveu:
    28 de julho de 2011 18:48
     

    Olá.
    Acho que você foi meio sacana em dizer que o cartucho do Sega Saturn só servia para "diminuir os infinitos loadings do console".

    Pois se há uma vantagem que esse console possui sobre o Playstation, é ter loadings mais velozes em 90% dos jogos compartilhados, graças a uma taxa de transferência de dados 10% maior.

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